quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Achados:

Segundo Chiang, o truque estava em Fernão deixar de ser ver aprisionado dentro de um corpo limitado cujas asas abertas abrangiam a distância de um metro e cuja eficiência podia ser traçada num mapa.

O truque estava em saber que sua verdadeira natureza vivia tão perfeita como um número não escrito, em toda parte e ao mesmo tempo, através do espaço e do tempo.

- Esqueça a fé - dizia-lhe Chiang repetidamente. - Você não precisa de fé para voar; precisou, sim, compreender o que era voar. Isto é a mesma coisa. Tente outra vez.
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Nous ne pouvons plus choisir nos problémes. Ils nous choisissent, l'un après l'autre. Acceptons d'être choisis.

domingo, 28 de novembro de 2010

domingo

Pensar e se frustrar é tão simples. Tão fácil reclamar, e olhar fotos e mais fotos que transpiram uma liberdade de que se inveja aqui. Mas até que ponto essa liberdade traz satisfação garantida? Será que ela preenche o vazio?

Et voi-là, mes amis. je voudrais un firmament plus souriant aujourd-hui.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

só mais um bop literário

“A visão da liberdade da eternidade que eu tive e que todos os santos das ermidas nas florestas tiveram serve para pouca coisa nas cidades e ainda mais nas sociedades em guerra como a nossa – (...) Tempo suficiente para morrer na ignorância, mas agora que estamos vivos o que vamos celebrar, o que vamos dizer? O que fazer? O quê, carne orgulhosa no Brooklyn e em toda parte, e estômagos enjoados, e corações suspeitos, e ruas duras, e conflitos de idéias, toda a humanidade em chamas com o ódio – A primeira coisa que eu notei quando cheguei em São Francisco com a minha mochila e as minhas mensagens foi que todo mundo estava vadiando – desperdiçando tempo – não sendo sério – rivalidades triviais – timidez perante Deus – até os anjos brigando – só sei de uma coisa: todo mundo é um anjo, eu e Charlie Chaplin enxergamos as asas (...) você pode até ser um intelectual escroto nas capitais européias mas eu vejo as grandes tristes asas invisíveis em todos os ombros e me sinto mal porque elas são invisíveis e inúteis aqui na terra e sempre foram e só o que a gente está fazendo é brigar enquanto a morte não chega-”

“Por que mais viver senão para discutir (pelo menos) o horror e o terror da vida, meu Deus como nós ficamos velhos e alguns de nós ficam loucos e tudo muda de maneira pavorosa – é o pavor da mudança que nos machuca, assim que as coisas esfriam e aprontam elas desmoronam e queimam-“

Anjos da Desolação (Kerouac)